[REFLEXÃO] Brevíssima nota sobre a falta de identificação dos brasileiros com sua própria história
Tibiriçá
Por: Iago Nicolas de Abreu Soares
O Brasil, de maneira
geral e ignorando alguns fatores particulares, é formado a partir de
três povos: o indígena, o português e o africano. Não é possível se
falar em Brasil sem um desses elementos. No entanto, o brasileiro é
educado a não se sentir pertencente a nenhum deles e sempre observa-os
como estranhos ou exteriores. Segue a mentalidade que se reproduz e
contribui para isso:
O brasileiro não é o índio. O indígena não
teria contribuído para a formação do Brasil, ele foi invadido e é algo à
parte da nação. Os brasileiros não são frutos do índio, mas seu
invasor. As terras que pisamos não são pisadas por filhos de índios, mas
por invasores.
O brasileiro não é o português. Foi Portugal que
nos invadiu, roubou nosso ouro, e nos cobrou impostos. O português nos
oprimiu, impôs um Império, uma religião e uma cultura.
O
brasileiro não é o africano. Fomos nós que tiramos o africanos de seus
povos e escravizamos eles. A cultura desenvolvida no Brasil pelos
africanos não é brasileira, é africana. O brasileiro oprimiu os
africanos.
Assim, com verdades, meias-verdades e mentiras, o
brasileiro sempre se vê como algo exterior aos povos que construíram sua
história. Ora como oprimido, ora como opressor. Mas nunca é o
português, o indígena, o africano. É preciso abraçar a
brasilidade em todas as suas glórias e contradições. Sem negar o erros de nossa história, devemos nos reconhecer como filhos desses três povos e não ignorar a contribuição de cada um deles para nossa nação.
Eu digo, eu sou o português, o indígena e o africano. Eu sou brasileiro.



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