[REFLEXÃO] O Feminino e o Divino
La Vierge au lys - William-Adolphe Bouguereau
Há algo de profundo e pleno quando a esfera do feminino e do "divino"* juntam-se numa espécie de intersecção. A pureza, delicadeza, ternura e simplicidade resultante desta comunhão é motivo de consolação, mas também de um santo temor filial, majestático diria, quase que incomparável. Um olhar de severidade, ainda que sob o véu da ternura feminina, partindo de uma figura como a Virgem Maria, é causa de maior estremecimento e temor que todos os exércitos e potestades humanas juntos, em toda a sua glória.
E não poderia ser de outra maneira... É exatamente na Virgem Maria que temos em plenitude tal união do feminino e do divino*.
Sua ternura materna é suavíssima...
Sua reprovação e admoestação, pesadíssima e tremenda...
E é justamente porque as mulheres são chamadas a essa vida divina, a esse ideal de santidade, que sua corrupção é animalesca, pérfida e diabólica, diria. Más mulheres são capazes de destruir famílias, clãs, impérios (lembremo-nos de Troia). Boas mulheres são como a brisa que revigora, o vento da inspiração - tutoras de santos, santas elas mesmas!
Que Deus nos dê santas mulheres: donas de casa, religiosas, mães, todas moldadas pelas mãos de nossa doce Mãe do Céu.
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* Quando uso "divino" neste texto, evidentemente que não quero de modo algum tratar a SSma. Virgem como uma deusa ou algo do tipo. O termo entra aqui na acepção da vida divina enquanto participação da vida de Deus, mistério este mais participado pela Virgem Maria que por qualquer outra criatura, ela que caminha nos limiares da ordem hipostática.



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